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Portas, conexões e drivers

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Nesta página
  1. As conexões mais comuns
  2. A porta serial e a porta COM virtual
  3. O Gerenciador de Dispositivos
  4. O driver e a forma de uso
  5. A economia de energia nas portas USB
  6. O equipamento em rede

Uma impressora que parou depois da troca do cabo, um leitor que funciona em um caixa e não em outro e um equipamento que deixou de responder depois de uma atualização do Windows costumam ter a mesma origem: a forma como o equipamento se conecta ao computador e o driver que o Windows associou a ele. Antes de suspeitar do equipamento, convém saber por qual porta ele conversa, como o Windows o enxerga e qual configuração o programa espera.

As conexões mais comuns

Os equipamentos da loja se ligam ao computador por estes caminhos:

  • USB: a conexão mais comum, em que o equipamento se apresenta ao Windows como um tipo de dispositivo, como um teclado, uma impressora ou uma porta serial virtual;
  • Serial: a porta COM, com o conector de 9 pinos, usada por equipamentos mais antigos, em que os dois lados precisam combinar a velocidade e o formato dos dados;
  • Rede: o equipamento com endereço IP próprio, ligado ao switch, como uma impressora de rede;
  • Bluetooth: a conexão sem fio de curto alcance, comum em leitores e em impressoras portáteis.

A porta serial e a porta COM virtual

Na porta serial, a comunicação só funciona quando o computador e o equipamento usam os mesmos parâmetros:

  • Velocidade: a taxa em bits por segundo, como 9600 ou 115200;
  • Bits de dados: em geral 8;
  • Paridade: em geral nenhuma, e em alguns equipamentos par ou ímpar;
  • Bits de parada: em geral 1;
  • Controle de fluxo: nenhum, por hardware ou por software.

Uma configuração comum é a 9600, 8, N, 1, ou seja, 9600 bits por segundo, 8 bits de dados, nenhuma paridade e 1 bit de parada. Um parâmetro diferente não gera uma mensagem clara: os dados chegam com caracteres estranhos, chegam pela metade ou não chegam.

Muitos equipamentos USB se apresentam como uma porta COM virtual, com o driver do fabricante ou de um conversor USB serial. O programa continua abrindo uma porta COM, mas o número dessa porta é atribuído pelo Windows. Um equipamento novo, ou um conversor sem número de série ligado em outra porta USB, pode receber outro número, como COM5 no lugar de COM3, e o programa configurado com o número antigo deixa de encontrar o equipamento.

Uma porta COM aberta por um programa fica reservada para ele. Um segundo programa que tenta abrir a mesma porta recebe um erro, e o equipamento parece desligado para ele enquanto o primeiro mantém a porta aberta.

O Gerenciador de Dispositivos

O Gerenciador de Dispositivos, aberto pelo comando devmgmt.msc, mostra cada equipamento, o driver associado e a porta COM atribuída, no grupo Portas (COM e LPT). Um ponto de exclamação amarelo indica um problema, e as propriedades do dispositivo mostram o código:

  • Código 10: o dispositivo não conseguiu iniciar;
  • Código 22: o dispositivo está desativado;
  • Código 28: o driver do dispositivo não está instalado;
  • Código 43: o Windows parou o dispositivo porque ele relatou problemas;
  • Código 45: o dispositivo está registrado, mas não está conectado ao computador.

A opção de mostrar os dispositivos ocultos, no menu Exibir, revela equipamentos registrados e desconectados, como as portas COM de conversores antigos, que continuam reservando os números.

No prompt de comando e no PowerShell, alguns comandos mostram as mesmas informações:

  • mode: mostra as portas COM disponíveis e o estado de cada dispositivo;
  • mode COM3: mostra a velocidade, a paridade, os bits de dados e os bits de parada da porta COM3;
  • Get-PnpDevice -PresentOnly -Class Ports: lista, no PowerShell, as portas COM e LPT presentes;
  • Get-PnpDevice -PresentOnly -Status ERROR: lista, no PowerShell, os dispositivos presentes com erro;
  • pnputil /enum-devices /problem: lista os dispositivos com problema, a partir do Windows 10 versão 1903.

O driver e a forma de uso

Um mesmo equipamento pode funcionar de mais de uma forma, e cada forma usa um driver diferente:

  • a impressora instalada com o driver, que recebe a impressão pela fila do Windows;
  • a impressora que recebe os comandos dela mesma, enviados direto pelo programa;
  • o leitor que funciona como teclado, sem driver próprio;
  • o equipamento que funciona como porta COM virtual, com o driver do fabricante.

O programa precisa estar configurado para a mesma forma que o equipamento usa. Um leitor trocado do modo teclado para o modo de porta serial, por exemplo, deixa de digitar nos campos e passa a esperar um programa que leia a porta.

A economia de energia nas portas USB

O Windows pode desligar portas USB ociosas para economizar energia, pela suspensão seletiva de USB, nas opções de energia, e pela opção que permite ao computador desligar o dispositivo, na aba Gerenciamento de Energia das propriedades. Em um caixa, essa economia pode fazer um leitor, uma impressora ou o PinPad deixar de responder até ser reconectado, e a falha costuma aparecer depois de um tempo sem uso.

O equipamento em rede

Um equipamento em rede recebe um endereço IP. Uma impressora de rede, por exemplo, é instalada no Windows com uma porta TCP/IP padrão, que envia os trabalhos em geral pelo protocolo RAW, na porta 9100. O endereço precisa ser fixo, ou reservado no DHCP, porque um equipamento que muda de endereço deixa a porta do Windows apontando para o endereço antigo.

No suporte

Diante de um equipamento que não responde, convém seguir o caminho da conexão: o cabo e a porta física, o equipamento no Gerenciador de Dispositivos, com o código de erro, a porta COM ou o endereço atribuído e, por fim, a configuração do programa. A comparação com um caixa em que o mesmo equipamento funciona mostra rapidamente o que mudou.

Para guardar

  • Os equipamentos se ligam por USB, porta serial, rede ou Bluetooth, e o USB pode imitar um teclado, uma impressora ou uma porta COM.
  • Na porta serial, os dois lados usam a mesma velocidade, os mesmos bits de dados, a mesma paridade e os mesmos bits de parada.
  • O número de uma porta COM virtual pode mudar com a troca do equipamento ou da porta USB.
  • O Gerenciador de Dispositivos mostra o driver, a porta e o código de erro de cada equipamento.
  • A economia de energia do USB pode desligar equipamentos ociosos do caixa.
Depois que o cabo foi ligado em outra porta USB, o leitor configurado como porta COM no caixa 01 parou de responder, embora apareça no Gerenciador de Dispositivos. O que conferir?

O número da porta COM atribuída ao leitor. Um equipamento ligado em outra porta USB pode receber outro número, e o programa continua abrindo o número antigo. O grupo Portas (COM e LPT) mostra o número atual, e a configuração do programa precisa acompanhar esse número.

A impressora de rede da matriz parou de imprimir depois de uma queda de energia, e o ping para o endereço configurado no Windows não responde. O que pode ter acontecido?

A impressora pode ter recebido outro endereço do DHCP ao religar, e a porta do Windows continua apontando para o endereço antigo. A página de configuração impressa pela própria impressora mostra o endereço atual, e um endereço fixo, ou uma reserva no DHCP, evita a repetição.

Publicado a partir do Obsidian · FolioPier