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Teste em camadas: do local para o remoto

Nota 51 de 54 · 3 min de leitura
Nesta página
  1. A sequência de testes
  2. O ponto em que a sequência para
  3. O cuidado na quarta etapa

Os testes feitos fora de ordem geram resultados difíceis de interpretar. A investigação segue de baixo para cima e do ponto mais próximo para o mais distante, e o ponto em que a sequência para indica onde está a falha.

A sequência de testes

Para o serviço de sincronização, publicado na porta 9000 da matriz, a sequência é a seguinte:

  1. No servidor geral, confirmar se existe um serviço escutando na porta: netstat -ano | findstr :9000.
  2. No servidor geral, testar a porta pelo próprio endereço de rede: Test-NetConnection 192.168.0.50 -Port 9000.
  3. Em outro computador da rede da matriz, repetir o mesmo teste: Test-NetConnection 192.168.0.50 -Port 9000.
  4. A partir de uma rede externa, testar pelo endereço público: Test-NetConnection 203.0.113.20 -Port 9000.

O ponto em que a sequência para

Cada ponto de parada aponta para um grupo de hipóteses:

  • quando a primeira etapa falha, as hipóteses são o serviço, a porta configurada, o processo e o bind;
  • quando a primeira etapa passa e a segunda falha, as hipóteses são o bind, com o serviço vinculado a outro endereço, e o estado do serviço, que pode estar travado;
  • quando a segunda etapa passa e a terceira falha, as hipóteses são o firewall do servidor, a rede local e os endereços;
  • quando a terceira etapa passa e a quarta falha, as hipóteses são o endereço público, o NAT e o encaminhamento de portas, o firewall da borda, o CGNAT e o provedor;
  • quando todas as etapas passam, a conectividade TCP está validada, e a investigação segue para o protocolo da aplicação, a configuração do cliente, a autenticação e as portas adicionais.

O endereço 127.0.0.1 pode ser testado à parte, mas não serve como único teste local, porque um serviço pode estar vinculado ao endereço de rede, e não ao loopback.

O cuidado na quarta etapa

O teste da quarta etapa precisa partir de uma conexão realmente externa. De dentro da matriz, o teste no endereço público costuma falhar mesmo com tudo certo, porque muitos roteadores não fazem NAT loopback. Para esse teste, servem a filial ou um celular conectado pela rede móvel.

No suporte

A mesma lógica vale para o banco de dados da loja: primeiro o netstat no servidor da loja, depois o teste da porta 3306 no próprio servidor e, por fim, o teste a partir do caixa 01.

Para guardar

  • Os testes seguem do ponto mais próximo para o mais distante.
  • O ponto em que a sequência para indica a camada e o local da falha.
  • O teste externo precisa partir de fora da rede.
O teste da porta funciona no próprio servidor, pelo endereço de rede, mas falha a partir de outro computador da loja. Quais são as hipóteses principais?

O firewall do servidor, a rede local ou os endereços. O serviço e o bind já foram validados pelo teste no próprio servidor.

Na sequência de testes da matriz, a terceira etapa passa e a quarta falha, com o teste feito a partir da filial. Quais são as hipóteses?

O endereço público, a regra de encaminhamento de portas, o firewall da borda, o CGNAT ou o provedor. Dentro da rede da matriz, o serviço está acessível.

Publicado a partir do Obsidian · FolioPier