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O DANFE e o QR Code

Nota 4 de 11 · 5 min de leitura
Nesta página
  1. O DANFE da NF-e
  2. O DANFE NFC-e
  3. O QR Code da NFC-e
  4. A impressão no caixa

Uma impressão que sai sem o QR Code, um cliente que não consegue consultar a nota pelo celular e um DANFE com a frase de que o documento não tem valor fiscal costumam envolver a representação impressa da nota, e não o documento em si. O DANFE resume o XML para acompanhar a mercadoria e permitir a consulta, mas a validade continua no XML autorizado.

O DANFE da NF-e

O DANFE, documento auxiliar da NF-e, é uma representação simplificada do documento, impressa em papel comum, na orientação retrato ou paisagem. Ele acompanha a mercadoria no transporte e traz a chave de acesso, o código de barras da chave, o protocolo de autorização, os dados do emitente e do destinatário, os itens e os totais. Existe também um DANFE simplificado, em formato de etiqueta, para as situações previstas nas regras.

O código de barras do DANFE representa a chave de acesso. Com o CNPJ alfanumérico, o padrão do código de barras muda para aceitar letras.

O DANFE NFC-e

O DANFE NFC-e é impresso, em geral, na impressora térmica do caixa, em formato de cupom. Ele traz os itens, os totais, as formas de pagamento, a chave de acesso, o protocolo e o QR Code, que leva à consulta do documento no portal da secretaria da fazenda.

Uma regra nacional de 2023 permite dispensar a impressão do DANFE NFC-e em algumas condições, como a concordância do consumidor em receber o documento por meio eletrônico.

O QR Code da NFC-e

O QR Code da NFC-e contém o endereço de consulta do estado e os parâmetros do documento, como a chave de acesso e o ambiente. Na versão 2, usada pela maior parte dos emissores, o QR Code leva também um código de segurança calculado com o CSC, o Código de Segurança do Contribuinte, que a secretaria da fazenda fornece a cada empresa com um número de identificação. Na emissão em contingência, o QR Code traz ainda a data de emissão, o valor total e o resumo do XML, porque o documento ainda não está no portal.

O CSC funciona como uma senha do emitente e fica na configuração do sistema emissor. Um CSC errado, revogado ou com o número de identificação trocado gera rejeições próprias:

  • 462: o identificador do CSC informado não existe no cadastro da secretaria da fazenda;
  • 463: o CSC informado foi revogado pela empresa;
  • 464: o código de segurança do QR Code difere do calculado pela secretaria da fazenda.

O CSC é um dado sensível e não aparece em logs, em mensagens nem em capturas de tela compartilhadas.

A versão 3 do QR Code, criada por uma nota técnica em 2025, troca o código calculado com o CSC por uma assinatura digital dentro do próprio QR Code e prevê o fim do CSC, ainda sem data definida. Enquanto as duas versões convivem, a configuração do emissor define qual delas é usada.

A impressão no caixa

Algumas falhas são da impressão, e não do documento:

  • o QR Code que não sai ou sai ilegível costuma depender do modelo e da configuração da impressora térmica, como a largura do papel e o modo de impressão de imagens;
  • a frase de emissão em ambiente de homologação indica um caixa configurado no ambiente de testes, sem valor fiscal;
  • a indicação de emissão em contingência mostra um documento que ainda precisa ser transmitido, e a consulta pelo QR Code pode não encontrar o documento antes da transmissão.

Uma reimpressão do DANFE usa o XML autorizado guardado e não gera um documento novo. Da mesma forma, um DANFE perdido é refeito a partir do XML, e o destinatário de uma NF-e precisa do XML, e não só da impressão, para a escrituração.

No suporte

Diante de uma dúvida sobre uma nota impressa, convém separar o documento da impressão: a consulta pela chave mostra se o documento existe e está autorizado, e o DANFE pode ser reimpresso a partir do XML guardado. Uma rejeição ligada ao QR Code aponta a configuração do CSC no emissor, e não a impressora.

Para guardar

  • O DANFE representa o documento, e a validade está no XML autorizado.
  • O DANFE da NF-e acompanha a mercadoria, e o DANFE NFC-e é impresso no caixa, com o QR Code.
  • O QR Code leva à consulta do documento no portal do estado.
  • O CSC compõe o QR Code da versão 2, e as rejeições 462, 463 e 464 apontam problemas nele.
  • A versão 3 do QR Code usa uma assinatura digital e prevê o fim do CSC.
Depois da troca do CSC no portal da secretaria da fazenda, todas as vendas do caixa passaram a ser rejeitadas com o código 463. O que aconteceu?

O emissor continua configurado com o CSC antigo, revogado na troca. O CSC novo e o número de identificação dele precisam ser informados na configuração do emissor.

Um cliente leu o QR Code do DANFE NFC-e logo depois da compra, e o portal não encontrou a nota. O documento é inválido?

Não necessariamente. Se o DANFE traz a indicação de emissão em contingência, o documento ainda precisa ser transmitido, e a consulta só o encontra depois da autorização. A chave e a situação no sistema mostram se a transmissão já aconteceu.

Publicado a partir do Obsidian · FolioPier