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Revisão de Windows

Nota 18 de 20 · 17 min de leitura
Nesta página
  1. Erros comuns
  2. Checklist de um programa que falha
  3. Checklist de uma rotina sem usuário conectado
  4. Checklist da saúde do servidor da loja
  5. Glossário
  6. Para continuar estudando
  7. Referências

Este capítulo reúne o conteúdo de Windows para revisão: os erros mais comuns, os checklists de atendimento, o glossário, as referências e perguntas que misturam vários assuntos.

Erros comuns

  • Instalar o componente de 64 bits porque o Windows é de 64 bits. A arquitetura que importa é a do programa, e um programa de 32 bits só carrega componentes de 32 bits.
  • Criar a fonte de dados ODBC na tela da outra arquitetura. Cada arquitetura tem a própria tela, e as fontes de dados de sistema só aparecem para os programas da mesma arquitetura.
  • Resolver a falha abrindo o programa como administrador para sempre. O teste localiza uma falta de permissão, mas a correção fica na permissão da pasta ou do registro, e não na elevação permanente.
  • Procurar a configuração só na pasta de instalação. A configuração pode estar no AppData do usuário, no ProgramData, no registro ou na VirtualStore.
  • Confiar no nome mostrado pelo Explorador de Arquivos. As extensões conhecidas ficam escondidas, e um arquivo pedido.xml pode ser pedido.xml.txt.
  • Usar a unidade mapeada em serviços e em tarefas agendadas. O mapeamento pertence à sessão do usuário, e o caminho de rede completo funciona com uma conta que tenha permissão.
  • Corrigir acentos trocados alterando os dados. A troca costuma estar na leitura, com uma codificação diferente da usada na gravação, e o arquivo original continua correto.
  • Abrir e salvar um CSV no Excel para conferir o conteúdo. O Excel converte códigos e datas e grava as conversões no arquivo.
  • Finalizar um processo que não responde no meio de uma gravação. O encerramento interrompe a operação, e a observação do uso de recursos vem antes.
  • Deixar o serviço do banco no tipo Manual. O serviço funciona até a próxima reinicialização e fica parado depois dela.
  • Testar um serviço ou uma tarefa executando o programa na própria sessão. A conta, a pasta de trabalho e as unidades mapeadas são diferentes, e o teste não reproduz a falha.
  • Dar a permissão no NTFS e esquecer o compartilhamento. O acesso pela rede fica limitado ao mais restritivo dos dois, e o compartilhamento avançado começa com leitura para o grupo Todos.
  • Mover um arquivo do perfil para a pasta compartilhada. O arquivo movido na mesma unidade mantém as permissões do perfil, e a cópia recebe as permissões do destino.
  • Instalar o pacote mais novo do Visual C++ para um programa antigo. Os pacotes de 2013 e anteriores são separados, e o nome da DLL que falta indica o pacote.
  • Alterar o registro sem exportar a chave. A alteração vale na hora e não tem desfazer.
  • Ler o resultado 0x0 de uma tarefa como rotina concluída. O código mostra só que o programa terminou com zero, e o log da rotina confirma o trabalho.
  • Investigar uma recusa de certificado sem olhar o relógio. Uma data errada invalida os certificados e derruba as conexões HTTPS.
  • Acertar a hora à mão para compensar um fuso errado. O horário universal fica deslocado, e as conexões e os documentos passam a falhar.
  • Ignorar os formatos regionais da conta do serviço. O serviço usa os formatos das contas de sistema, e um separador decimal diferente muda os valores gravados.
  • Deixar o expediente fora do horário ativo no servidor da loja. O Windows reinicia fora do horário ativo para concluir as atualizações, e o banco fica indisponível para todas as estações.
  • Liberar espaço apagando logs e backups sem critério. Esses arquivos podem ser necessários para uma investigação ou uma restauração, e os arquivos do banco seguem os procedimentos do próprio banco.
  • Escrever senhas nos comandos. A senha fica no histórico da janela e do PowerShell, e os programas que pedem a senha depois de iniciados são preferíveis.
  • Liberar de novo o acesso de convidado para um compartilhamento recusado. A solução segura é uma conta no servidor, com permissão no compartilhamento e na pasta.

Checklist de um programa que falha

O ambiente

  • Qual é a edição, a versão e a compilação do Windows?
  • O programa é de 32 ou de 64 bits?
  • O programa roda a partir de uma pasta local ou do compartilhamento do servidor da loja?
  • As dependências, como o Visual C++ e o .NET, estão instaladas nesta estação, na arquitetura do programa?

A conta e as permissões

  • Qual conta executa o programa, e a janela está elevada?
  • A falha acontece com outro usuário no mesmo computador?
  • A conta tem permissão no NTFS e no compartilhamento das pastas usadas?
  • A configuração está no AppData, no ProgramData, no registro ou na VirtualStore?

Os arquivos

  • O nome completo do arquivo, com a extensão, é o esperado?
  • O caminho é absoluto, relativo ou de rede, e qual é a pasta de trabalho?
  • A codificação, a quebra de linha e o layout são os exigidos?
  • O arquivo está bloqueado por outro processo ou marcado como vindo da internet?

O que mudou

  • Houve uma atualização, uma instalação ou uma troca de senha na data em que a falha começou?
  • O Monitor de Confiabilidade mostra falhas do programa ou mudanças naquele dia?

Checklist de uma rotina sem usuário conectado

  • O serviço ou a tarefa está habilitado, com o tipo de inicialização ou o disparador corretos?
  • Qual conta executa a rotina, e a senha gravada continua válida?
  • A rotina usa caminhos absolutos ou de rede, sem unidades mapeadas?
  • A pasta de trabalho está definida?
  • O resultado da última execução e o log da própria rotina confirmam o trabalho?
  • O relógio, o fuso e os formatos regionais da conta estão corretos?

Checklist da saúde do servidor da loja

  • O disco tem espaço livre e um tempo de resposta normal?
  • O horário ativo cobre o expediente, e existe uma reinicialização pendente?
  • Os serviços do banco de dados e do compartilhamento iniciam sozinhos depois de uma reinicialização?
  • O relógio está sincronizado com um servidor de horário?

Glossário

  • AppData: a pasta oculta do perfil com as configurações e os dados dos programas para cada usuário.
  • Arquitetura: o tamanho dos endereços usados pelo processador e pelos programas, de 32 ou de 64 bits.
  • Arquivo de paginação: o arquivo no disco que o Windows usa como extensão da memória.
  • Atributo: uma marca do arquivo, como somente leitura, oculto ou sistema.
  • Atualização cumulativa: a atualização mensal que reúne todas as correções anteriores da mesma versão do Windows.
  • Atualização de recursos: a versão nova do Windows, publicada uma vez por ano.
  • BOM: a marca de três bytes no início de um arquivo UTF-8.
  • Caminho de rede: o caminho que começa por duas barras e pelo nome do computador, também chamado de caminho UNC.
  • Caminho relativo: o caminho que parte da pasta de trabalho do programa.
  • Chave: o equivalente a uma pasta no registro do Windows.
  • Codificação: a regra que transforma os caracteres em bytes e os bytes em caracteres.
  • Código de saída: o número com que um programa termina, em que zero indica sucesso.
  • Compilação: o número que identifica a atualização exata de uma versão do Windows, também chamado de build.
  • Conta de serviço: a conta com que um serviço roda, como Sistema Local, Serviço Local, Serviço de Rede ou uma conta de usuário.
  • CRLF: a marca de fim de linha do Windows, com dois bytes.
  • CSV: o layout delimitado mais comum, com os nomes das colunas na primeira linha e aspas nos campos que contêm o separador.
  • Dependência: um componente instalado à parte de que o programa precisa para funcionar, como os pacotes do Visual C++ e o .NET.
  • Disparador: o horário ou o evento que inicia uma tarefa agendada.
  • DSN: o nome de uma fonte de dados ODBC, de usuário ou de sistema.
  • Edição: a variante do Windows com um conjunto próprio de recursos, como Home, Pro e Server.
  • Elevação: a passagem de um programa para a permissão completa de administrador, depois da confirmação do UAC.
  • Extensão: a parte do nome do arquivo depois do último ponto, que indica o tipo.
  • Formatos regionais: as configurações de cada usuário que definem os separadores dos números e a ordem da data.
  • Fuso horário: a diferença entre a hora local e o UTC.
  • Herança: a passagem das permissões de uma pasta para as subpastas e os arquivos.
  • HKCU: a parte do registro com as configurações do usuário conectado.
  • HKLM: a parte do registro com as configurações do computador.
  • Horário ativo: o período em que o Windows não reinicia sozinho para concluir as atualizações.
  • Layout delimitado: o layout em que um caractere separa os campos de cada linha.
  • Layout posicional: o layout em que cada campo ocupa posições fixas da linha.
  • LF: a marca de fim de linha do Linux, com um byte.
  • Memória confirmada: o total de memória reservado pelos programas, comparado com o limite do computador.
  • MSI: o pacote do Windows Installer, com regras padronizadas de instalação, reparo e remoção.
  • Nome de exibição: o nome do serviço mostrado na tela de serviços.
  • Nome do serviço: o nome curto do serviço, usado nos comandos.
  • NTFS: o sistema de arquivos do Windows, que guarda as permissões de cada pasta e de cada arquivo.
  • NTP: o protocolo de sincronização de horário, na porta UDP 123.
  • ODBC: o padrão de acesso a bancos de dados por drivers, com uma tela de configuração para cada arquitetura.
  • Página de código: a tabela de caracteres usada pelos programas antigos e pelo prompt de comando, como a 1252 e a 850.
  • Pasta de trabalho: a pasta a partir da qual um programa resolve os caminhos relativos.
  • Perfil: a pasta de cada conta, com os documentos, as configurações e a parte do registro do usuário.
  • PID: o número que identifica um processo enquanto ele está em execução.
  • Política de execução: a configuração do PowerShell que define se os scripts podem ser executados.
  • Processo: um programa em execução, com memória, conta e recursos próprios.
  • Proprietário: a conta dona de um arquivo ou de uma pasta, que pode alterar as permissões.
  • Registro: o banco de configurações do Windows e dos programas, organizado em chaves e valores.
  • Serviço: um programa que o Windows executa em segundo plano, sem depender de um usuário conectado.
  • Sessão 0: a sessão separada em que os serviços rodam, sem acesso à área de trabalho dos usuários.
  • Sistema Local: a conta de serviço com mais poderes no computador, mostrada nas permissões como SYSTEM.
  • System32: a pasta com os programas e as bibliotecas do sistema, de 64 bits no Windows de 64 bits.
  • SysWOW64: a pasta com os programas e as bibliotecas de 32 bits do sistema, no Windows de 64 bits.
  • Tarefa agendada: uma rotina executada pelo Agendador de Tarefas em um horário ou em um evento.
  • Tipo de inicialização: a configuração que define quando um serviço inicia, como Automático, Manual ou Desativado.
  • UAC: o Controle de Conta de Usuário, que faz um administrador trabalhar com permissões comuns até a confirmação.
  • Unidade mapeada: uma letra de unidade associada a um caminho de rede, que pertence à conta que a criou.
  • UTC: o horário universal, a referência dos fusos horários.
  • UTF-16: a codificação com dois bytes para cada caractere comum, chamada de Unicode em algumas telas do Windows.
  • UTF-8: a codificação padrão das integrações atuais, com um byte para as letras sem acento e dois para as acentuadas.
  • Valor: a configuração gravada em uma chave do registro, com nome, tipo e dado.
  • Variável de ambiente: um nome que guarda um caminho ou uma informação, como APPDATA e PATH.
  • VirtualStore: a cópia particular do usuário que recebe as gravações desviadas de programas antigos sem permissão.
  • Visual C++: o pacote de bibliotecas usado pelos programas feitos em C e em C++.
  • Windows-1252: a tabela ANSI do Windows em português, com um byte para cada caractere.
  • WOW6432Node: a área do registro usada pelos programas de 32 bits no Windows de 64 bits.

Para continuar estudando

  • Windows Server e domínio: o Active Directory, as políticas de grupo e as contas de domínio.
  • Ferramentas Sysinternals: o Process Monitor, que mostra os acessos aos arquivos e ao registro, e o Autoruns, que mostra tudo o que inicia com o Windows.
  • Automação com PowerShell: os scripts com tratamento de erros, os módulos e a execução em outros computadores.
  • Gestão de atualizações: a aprovação e a distribuição das atualizações em vários computadores.
  • Recuperação do Windows: os pontos de restauração, o ambiente de recuperação e a reinstalação com a preservação dos dados.

Referências

As referências a seguir reúnem a documentação oficial dos principais assuntos de Windows. A maior parte do material está em inglês, e as páginas da Microsoft abrem no idioma do navegador, em português quando há tradução.

Sistema, versões e arquitetura

Contas, permissões e compartilhamentos

Arquivos e texto

Processos, serviços e tarefas

Instalação e registro

Relógio, atualizações e desempenho

PowerShell e prompt de comando

No suporte

Qualquer atendimento que envolve o Windows se organiza em três perguntas:

  • em qual computador, com qual versão, qual arquitetura e qual conta a falha acontece;
  • o que é diferente entre o caso que funciona e o caso que falha, como a conta, a sessão, a pasta de trabalho, a permissão, a dependência ou a configuração;
  • o que mudou na data em que a falha começou, como uma atualização, uma instalação, uma senha ou o relógio.

Com essas três perguntas, a comparação entre o que funciona e o que falha aponta a causa antes de qualquer reinstalação.

Para guardar

  • A arquitetura do programa, e não a do Windows, define os componentes que ele carrega.
  • Cada conta tem perfil, registro, unidades mapeadas e formatos próprios, e os serviços usam outras contas.
  • O acesso pela rede passa pelo compartilhamento e pelo NTFS, e vale o mais restritivo.
  • Serviços e tarefas rodam sem a sessão do usuário, com outra pasta de trabalho e sem as unidades mapeadas.
  • A codificação, a quebra de linha e o layout explicam muitos arquivos recusados.
  • O relógio, as atualizações e o espaço em disco derrubam serviços que pareciam sem relação com eles.
Uma rotina noturna do servidor da loja, configurada como tarefa agendada com a conta SYSTEM, grava normalmente em uma pasta local, mas falha ao copiar o arquivo para a pasta compartilhada do balcão 01. O que explica a falha?

A conta SYSTEM roda sem senha e, em uma rede sem domínio, não é reconhecida pelos outros computadores. A tarefa precisa de uma conta de usuário com a senha gravada, e o balcão 01 precisa de uma conta com o mesmo nome e a mesma senha, com permissão no compartilhamento e na pasta.

A importação de preços funciona quando aberta pelo atalho no balcão 01, mas a mesma importação, agendada no servidor da loja, grava os preços multiplicados por cem. O que conferir?

Os formatos regionais da conta da tarefa. A conta de sistema pode usar outro separador decimal, e um preço como 12,50, lido com a vírgula como separador de milhar, vira 1250. A cópia das configurações regionais para as contas do sistema e o teste pela opção Executar do agendador confirmam a causa.

Depois de uma falta de energia, o servidor da loja voltou com o banco parado, embora o serviço do MySQL esteja configurado como Automático. O que investigar?

Por que o serviço não iniciou: o código de erro, o log de erros do MySQL e o Visualizador de Eventos. Um disco cheio, uma configuração alterada ou uma porta ocupada encerram o serviço logo depois do início. Depois da correção, a conferência do relógio do servidor evita outras falhas, porque uma bateria gasta faz o relógio voltar a uma data antiga depois da falta de energia.

O script de backup gera o arquivo quando um técnico o executa no PowerShell do servidor, mas a tarefa agendada termina com o resultado 0x0 e nenhum arquivo aparece. Por onde começar?

Pelo log do próprio script e pela forma como a tarefa chama o script. O resultado 0x0 mostra só que o programa terminou com o código zero, e um script que trata os próprios erros termina assim mesmo quando falha. A pasta de trabalho, os caminhos relativos, a conta da tarefa e a política de execução explicam a diferença em relação ao teste do técnico.

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