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Port forwarding: o encaminhamento de portas (Internet e Transporte)

Nota 27 de 54 · 3 min de leitura
Nesta página
  1. A regra no cenário
  2. O caminho de uma conexão vinda da filial
  3. Os pontos que costumam falhar

Uma conexão iniciada na Internet só chega a um computador da rede interna se o roteador souber para qual computador entregá-la. Essa informação vem de uma regra de encaminhamento de portas, chamada em inglês de port forwarding.

A regra no cenário

No cenário, o serviço de sincronização é executado no servidor geral da matriz e recebe as conexões das filiais. A regra configurada no roteador da matriz reúne quatro informações:

  • a porta externa, 9000, no endereço público da matriz, 203.0.113.20;
  • o endereço interno de destino, 192.168.0.50, do servidor geral;
  • a porta interna, 9000, em que o serviço de sincronização escuta;
  • o protocolo, TCP.

O caminho de uma conexão vinda da filial

  1. O servidor da loja, na filial 01, abre uma conexão para o endereço 203.0.113.20, na porta 9000.
  2. A conexão atravessa a Internet e chega ao roteador da matriz.
  3. O roteador da matriz encontra a regra da porta 9000 e encaminha a conexão para o endereço 192.168.0.50, na porta 9000.
  4. O serviço de sincronização, no servidor geral, aceita a conexão.

O roteador da matriz também anota essa conexão na tabela de tradução do NAT. Por isso, as respostas do servidor geral voltam à filial pelo mesmo caminho.

Os pontos que costumam falhar

  • A porta externa e a porta interna podem ser diferentes. Uma regra que recebe na porta externa 9001 e entrega na porta interna 9000 é válida. Nesse caso, o cliente precisa usar a porta externa, 9001.
  • A regra aponta para um endereço interno fixo. Se o servidor mudar de endereço, a regra continua apontando para o endereço antigo.
  • A regra vale para um protocolo. Uma regra para TCP não encaminha UDP, e o protocolo da regra precisa ser o mesmo do serviço.
  • O firewall do servidor também precisa permitir a conexão. Mesmo com a regra correta no roteador, o firewall do servidor geral pode bloquear a porta 9000.
  • O roteador precisa de um endereço público próprio. Quando o provedor compartilha o mesmo endereço público entre vários clientes, mecanismo chamado CGNAT, as conexões vindas da Internet não chegam ao roteador, e a regra não tem efeito.

No suporte

Quando a filial não alcança a matriz, convém conferir a regra de encaminhamento em três pontos: a porta externa, o endereço interno de destino e o protocolo. Em seguida, convém conferir se o serviço está escutando no servidor e se o firewall do servidor permite a conexão.

Para guardar

  • O encaminhamento de portas trata as conexões que chegam de fora da rede.
  • A regra liga a porta externa ao endereço interno, à porta interna e ao protocolo.
  • O cliente usa sempre a porta externa.
  • A regra não acompanha as mudanças de endereço do servidor.
  • O encaminhamento depende de um endereço público próprio no roteador.
A regra do roteador recebe conexões na porta externa 9001 e as entrega na porta 9000 do endereço 192.168.0.50. Qual porta a filial deve configurar?

A porta externa, 9001. O roteador recebe a conexão nessa porta e a entrega na porta 9000 do servidor geral.

Em uma matriz cujo roteador mostra, na porta WAN, o endereço 100.80.3.15, a regra de encaminhamento está correta e o serviço está em execução, mas as conexões das filiais não chegam. Qual é a explicação?

O endereço 100.80.3.15 pertence à faixa usada pelos provedores no CGNAT. O roteador não tem um endereço público próprio, e as conexões iniciadas na Internet não chegam até ele. A regra de encaminhamento só passa a ter efeito quando o provedor entrega um endereço público ao roteador.

Publicado a partir do Obsidian · FolioPier